Pandemia – ao chegar da rua

Pandemia
O que fazer quando chegar da rua:

  • Pegue a correspondência.
  • Espere o elevador chegar e veja se não tem ninguém.
  • Passe álcool nos botões do elevador.
  • Suba e vá até sua porta.
  • Tire a máscara.
  • Desembace os óculos.
  • Faça massagem nas orelhas.
  • Passe álcool nas orelhas e nas mãos.
  • Passe álcool nos óculos.
  • Tire o sapato.
  • Abra a porta.
  • Passe álcool na sola do sapato.
  • Não deixe a porra do gato sair no corredor.
  • Ponha a correspondência na mesa.
  • Pegue o gato que saiu.
  • Passe álcool nas patas do infeliz.
  • Passe álcool nas meias porque você correu atrás do gato no corredor.
  • Tire as meias.
  • Tire a roupa.
  • Não, pô, só quando você estiver dentro de casa.
  • Passe álcool no corpo.
  • Passe álcool na roupa.
  • Passe álcool no chão aonde você deixou a roupa.
  • Passe álcool na correspondência.
  • Passe álcool na mesa aonde você colocou a correspondência.
  • Procure o gato.
  • Putaqueopariu. Vá pegar de novo o gato no corredor.
  • Espere!!!! Coloque a roupa antes. Agora vai.
  • Pegue o gato e passe álcool nas patas dele.
  • Jogue a porra do gato para dentro do apartamento.
  • Passe álcool na sola dos pés.
  • Passe álcool na maçaneta do lado de fora.
  • Passe álcool na maçaneta do lado de dentro.
  • Passe álcool no molho de chaves.
  • Passe álcool na sua carteira.
  • Passe álcool no RG.
  • Passe álcool no cartão da C&A.
  • Passe álcool nas moedas.
  • Passe álcool nas notas.
  • Passe álcool nos cartões de crédito. Até nos vencidos que você guarda sabe-se lá porquê.
  • Passe álcool na sua CNH.
  • Passe álcool no vidro de álcool.
  • Passe álcool nas mãos.
  • Cadê a porra do gato?

Meta game de RPG

Meta game seria assim:
J1 “Vai lá e joga o carro em cima!”
J2 “não dá! Tem gente olhando aí perco ponto de reputação”
J1 “então só da um totó com a viatura”
J2 “da pra fazer?”
Mestre: rola o dado
J3 “eu grito pro bandido pra distrair e dar um bônus pro motorista”
[27/4 15:06] BeneditoGermanoNeponuceno: Meta game seria assim:
J1 “Vai lá e joga o carro em cima!”
J2 “não dá! Tem gente olhando aí perco ponto de reputação”
J1 “então só da um totó com a viatura”
J2 “da pra fazer?”
Mestre: rola o dado
J3 “eu grito pro bandido pra distrair e dar um bônus pro motorista”
O motorista da PRF tinha 7 dados pra jogar numa dificuldade 8 (eram 9 dados, mas pelo tamanho do carro perdeu 4, porém por ser preparado recebeu dois, -2d líquido).
Tirou 4 sucessos, sendo 2 “10”.
Rerrolou os “10” e conseguiu mais um sucesso.

Vórtice da Perspectiva Total

Este verbete foi extraído diretamente da antiga edição do Guia do Mochileiro das Galáxias e também pode ser encontrado nos livros da série O Mochileiro das Galáxias.

“É a mais selvagem das torturas psíquicas à qual um ser vivo pode ser submetido. Você pode matar um homem, destruir seu corpo, quebrar seu espírito, mas apenas o Vórtice da Perspectiva Total pode aniquilar a alma de um homem. O tratamento dura poucos segundos, mas os efeitos continuam pelo resto da vida.
Quando você é posto no Vórtice, tem um rápido vislumbre de toda a inimaginável infinitude da criação, e no meio disso, em algum lugar, há um marcador minúsculo, um ponto microscópico colocado sobre outro ponto microscópico dizendo “Você está aqui”.

O Vórtice da Perspectiva Total deriva sua imagem da totalidade do Universo a partir do princípio de análise extrapolativa da matéria.
De forma mais simples, uma vez que cada pedaço de matéria no Universo é, de alguma forma, afetado por todos os outros pedaços ele matéria do Universo, é teoricamente possível extrapolar a totalidade da criação – cada sol, cada planeta, suas órbitas, sua composição e sua história econômica e social a partir de, digamos, um pedaço de pão-de-ló.

ORIGEM

O homem que inventou o Vórtice da Perspectiva Total o fez basicamente para irritar sua mulher.
Trin Tragula – esse era seu nome – era um sonhador, um pensador, um filósofo ou, como sua mulher o definiria, um idiota.
E ela o enchia sem cessar por conta do tempo absurdamente longo que ele dedicava a observar o espaço, ou a meditar sobre o mecanismo dos alfinetes de segurança, ou a fazer análises espectrográficas de pedaços de pão-de-ló.
– Você precisa entender a dimensão das coisas! – dizia ela, umas 38 vezes em um só dia.
E então ele construiu o Vórtice da Perspectiva Total – só para mostrar a ela.
Em uma ponta ele conectou a totalidade da realidade, extrapolada a partir de um pedaço de pão-de-ló, e na outra ponta conectou sua esposa, de modo que, quando ele colocou a máquina para funcionar, ela viu em um único instante toda a infinidade da criação e viu a si mesma em relação a tudo.
Trin Tragula ficou horrorizado ao descobrir que o choque havia destruído completamente o cérebro de sua mulher. Contudo, para sua satisfação, ele compreendeu que tinha provado de uma vez por todas que, se a vida deve existir em um Universo desse tamanho, uma coisa básica que não se pode entender é a dimensão elas coisas.